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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Rio negocia com União para antecipar receitas e fechar contas de 2016



BRASÍLIA - O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou, nesta quarta-feira, que está negociando com a União uma forma de fechar as contas de 2016 com recursos decorrentes da securitização de ativos. Depois de se reunir com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, Pezão disse que apresentou à equipe econômica um conjunto de propostas para securitizar ativos como royalties de petróleo e dívida ativa. Segundo ele, essas operações podem ser feitas sem o aval da União, mas têm mais chances de sucesso se ele for dado.

— Ajuda muito quando tem (o aval da União), mas pode fazer sem — disse o governador.

Ele disse que os recursos obtidos com essas operações seriam suficientes para cobrir o déficit do estado e pagar os salários dos servidores no final do ano. O Rio precisa de, pelo menos, R$ 7 bilhões fechar as contas de 2016. Pezão afirmou que o Rio não quer um tratamento especial por parte da União, mas precisa de um diálogo com a equipe econômica sobre as operações de securitização:

— O Rio não quer um tratamento diferenciado. Apresentamos ao Tesouro uma série de medidas para cobrir o nosso déficit, como securitização de ativos, de royalties de petróleo, de dívida ativa e (venda de) ações de empresas estatais. São ativos que a gente possa securitizar e ter recursos para fazer o pagamento dos funcionários. São medidas para fazer a travessia de 2016 para 2017.

O governador disse que os estados concordaram em adotar duras medidas de ajuste fiscal num acordo fechado ontem com o Palácio do Planalto porque todos apresentam problemas em maior ou menor grau. Segundo ele, as ações não foram apenas uma forma de garantir o recebimento de R$ 5 bilhões da multa decorrente do programa de repatriação.

— Nós aceitamos contrapartidas porque foi colocado pelo Tesouro Nacional que nós precisamos fazer ajustes. Todos os 27 estados têm problemas na Previdência Social. Não foi para receber multa repatriação — disse ele.

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