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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Filho morto pelo pai em Goiânia tinha sido proibido de ocupar escola

Um universitário foi morto após ser atingido por quatro tiros dados pelo pai, que em seguida se suicidou, em Goiânia, na terça-feira, 15. O estudante de Matemática da Universidade Federal de Goiás (UFG), Guilherme Silva Neto, de 20 anos, queria acompanhar uma reintegração de posse que seria cumprida na UFG, tomada por estudantes, mas foi proibido pelo pai, o engenheiro Alexandre José da Silva Neto, de 60 anos. O engenheiro discordava do envolvimento do filho em movimentos sociais.

A mãe do jovem, Rosália de Moura Rosa Silva, fez carreira na Delegacia da Mulher. Conforme relatos dados por ela e por outras testemunhas à Polícia Civil, o autor do crime “não concordava com o comportamento do filho, que se vestia de forma alternativa, com coturnos, calça jeans com as barras para dentro, jaquetas jeans, colares, cabelo e barba grandes”. Alexandre não aceitava “o estilo revolucionário do qual o filho era integrante, participando de movimentos estudantis e de manifestações contrárias às medidas governamentais, como as invasões de colégios e prédios públicos”.



O delegado Hellynton Carvalho, que estava de plantão e atendeu o caso, disse que a tragédia foi causada pela intolerância extrema com a divergência de ideias. Pai e filho viveriam uma relação conflituosa havia quatro anos. “Temos material mostrando que o estudante contestava o governo, defendia o voto nulo e não só participava, como incentivava, as invasões. O pai, até em razão da idade, não admitia os arroubos do filho e isso causava conflitos. Há relatos de discussões e ameaças que serão apuradas no decorrer do inquérito.”

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