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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

JABES E A FRASE DE EFEITO QUE TENTA IGNORAR A REALIDADE





O prefeito Jabes Ribeiro (PP) iniciou batalha particular contra a memória recente do povo de Ilhéus. Quer editá-la com releases da prefeitura, entrevistas e participações no rádio. Está decidido a convencer a todos de que a derrota de Cacá foi resultado dos “ventos da mudança” trazidos pela crise política e econômica que atinge o Brasil.

O prefeito culpa a conjuntura nacional pela derrota. Reclama da diminuição dos recursos transferidos para o município. Por outro lado, ignora o alto índice de desaprovação do seu governo. Parte dessa rejeição foi transferida para Cacá, apresentado ao eleitor pelos adversários como o “candidato de Jabes”.

As eleições municipais são as que proporcionam maior proximidade entre candidatos e eleitores. Os debates giram em torno de temais locais. O último pleito não foi diferente em Ilhéus. Os problemas da cidade entraram em pauta.

A população ilheense está muito incomodada com os postos de saúde de bairros e distritos fechados, como os do Nelson Costa, Vila José, Aderno, Japú, Serrado, Princesa Isabel e outros. As péssimas condições das estradas vicinais também geram muita insatisfação.

Jabes faz propaganda dizendo que recuperou a unidade de odontologia Napoleão Marques, mas não fala que desativou as salas odontológicas dos postos de saúde.

Além disso, no centro Napoleão Marques muitos pacientes que buscam atendimento ouvem dos funcionários que a unidade não tem material de odontologia.

A ambulância de Inema não tem motorista. Esse e outros problemas de fácil resolução se repetem em vários distritos.

O povo de Castelo Novo sofre com um posto de saúde que está há quase quatro anos sem médico. A população retribuiu o “carinho” no último dia 2. O prefeito eleito Mário Alexandre recebeu 425 votos no distrito (52%), e Cacá, 104 (12,9%).

A desaprovação do governo também está ligada ao autoritarismo que marcou decisões importantes para o município, como a de não repor as perdas salariais dos servidores por quatro anos e o aumento exponencial dos tributos.

Jabes tem repetido a expressão “ventos da mudança” para justificar a derrota do dia 2. Usa-a em frases de efeito. Mas, no fundo, repete sentenças vazias. 

Talvez já tenha chegado a hora de reconhecer que o vendaval veio das comunidades sofridas de Ilhéus. A “ilha de edição” da memória tem seus limites.

A derrota foi gerada no seio da incompetência da gestão no cotidiano da cidade. Jabes poderia evitar as frases de efeito e dar lugar à humildade e autoavaliação.

Editorial do Blog do Gusmão.

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