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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Agente de penitenciária e amigo são encontrados mortos com sinais de tortura



Dois homens foram encontrados mortos na região do CIA, na via Duas Torres, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), na noite dessa quinta-feira (13). Policiais da 22ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Simões Filho) foram chamados para atender uma denúncia de homicídio e acharam dois corpos do sexo masculino no local.

Ontem, o CORREIO recebeu informações de que o agente disciplinar Andrew Trindade Vieira, 33 anos, havia sido sequestrado e foi encontrado morto, junto com um amigo, no mesmo local e horário da ocorrência policial, às 18h40. A Polícia Civil confirmou a identidade de Andrew e informou que a outra vítima se chamava Marcos Henrique Gomes Vidal.

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), Andrew era contratado pela empresa Socializa, co-gestora do Conjunto Penal de Lauro de Freitas (CPFL). Ainda de acordo com a pasta, ele tinha pouco tempo de serviço na unidade e pouco contato com os internos do CPLF.

A Polícia Civil disse também que está investigando a autoria e a motivação do crime e pediu que os familiares procurem a 22ª Delegacia (Simões Filho).

De acordo com um irmão de Andrew, o agente estava passando de carro próximo ao Cemitério Campo Santo, na Federação, onde morava, por volta das 11h30, quando foi abordado por três homens armados, que o sequestraram no veículo da vítima, um Toyota Corolla branco.

“Eles pediram celulares, joias, tudo o que ele tinha. Só conseguimos falar com ele 14h, quando já estavam pedindo o resgate. Depois disso não tivemos mais notícia de nada”, conta o homem que pediu para não ser identificado. Ele foi fazer a liberação do corpo de Andrew na manhã desta sexta-feira (14), no Instituto Médico-Legal Nina Rodrigues.


Ainda segundo o familiar, os criminosos ligaram para a namorada de Andrew pedindo R$ 100 mil para não matá-lo. À noite, o irmão recebeu, pelo celular, fotos do corpo do agente com sinais de tortura e marcas de tiros na cabeça ao lado do amigo, conhecido como Marquinhos, que também foi assassinado com as mesmas características. 


Conforme informou o irmão, Andrew estava trabalhando como agente há pouco tempo, cerca de dois anos. Ele não deixa filhos.

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