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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Cunha acompanha depoimentos de Paulo Roberto Costa, Cerveró e Baiano no Rio



Cunha deixou rapidamente a sala de audiência, na Justiça Federal do Rio, antes de começar o depoimento de Baiano. Já tinham sido ouvidos Paulo Roberto Costa e Cerveró.


— Muitas contradições — limitou-se a dizer, sobre o que tinha acontecido até o momento.


Tanto a acusação como a defesa do deputado afastado podem fazer perguntas aos três delatores. A audiência é conduzida por um juiz instrutor do STF.


Primeiro a depor, Costa disse ao GLOBO que confirmou tudo o que disse nas delações premiadas e que não acrescentou nada de novo. Cerveró também afirmou que apenas confirmou o conteúdo de depoimentos anteriores. Cada um depôs por aproximadamente uma hora. Baiano foi o último a ser ouvido.


No fim dos depoimentos, Cunha disse que pretende acompanhar todas as oitivas do processo.


- Vou acompanhar todos. Eu posso orientar o advogado em perguntas que possam ser feitas e que o advogado possa não ter tido a perspicácia de detalhes - disse o deputado afastado. - Foram muitas contradições entre todos eles. Muitas mentiras entre um e outro. Alguém mentiu. Não sei quem, mas alguém mentiu. Se eu disser (o que foi contraditório), vou estar me prejudicando porque amanhã quem vier depor corrige - completou Cunha sobre as oitivas.


O peemedebista disse que a denúncia foi feita de forma seletiva porque, segundo ele," não processaram a outros que deveriam estar no mesmo processo". Cunha disse também não ter problema em ficar frente a frente com os delatores. 


- Não tenho problema de ficar frente a frente com quem quer que seja, até para eu olhar bem. Da minha parte, nenhum (constrangimento). Tem o constrangimento de quem mente.


O advogado de Fernando Baiano, Sérgio Riera, disse que o cliente narrou "toda a articulação, como foi feita a cobrança e o pagamento". Em depoimento no Conselho de Ética, em abril deste ano, Baiano explicou que as empresas estrangeiras que representava, como a Samsung, não faziam doações de campanha. Aí, então, segundo ele, Cunha perguntou se não teria como ajudá-lo e Baiano falou da dívida que tinha a receber do lobista Júlio Camargo, por negócios que intermediou junto a Petrobras. Baiano afirmou ter uma uma dívida de US$ 16 milhões de Camargo e pediu ajuda a Cunha para receber. E, assim, Cunha receberia parte desse recurso.


- Ele falou como chegava o dinheiro e como era entregue. Chegava através de Alberto Youssef, a pedido de Julio Camargo, e depois, os valores eram entregues no escritório do deputado. Era uma ajuda na cobrança da dívida. O deputado não tem nenhuma relação com a contratação dos navio-sonda. Ele ajudou a cobrar o valor (de propina). Segundo o Fernando afirmou, (Cunha recebeu) entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões - disse o advogado de Baiano, na saída do depoimento. 








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