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segunda-feira, 25 de julho de 2016

O desemprego avança e a violência piora



Uma das metas do governo do presidente em exercício Michel Temer é derrubar o desemprego. Até aqui, no entanto, de acordo com dados do IBGE divulgados nesta quarta-feira (29), os desempregados atingiram 11,2% no primeiro trimestre (igual a do mês de abril, que permaneceu com o mesmo percentual) enquanto a taxa do mês de maio continuou em ascensão, alcançando 11,4 milhões de desempregados. Do ano passado para cá são 3,3 milhões de trabalhadores que perderam as suas colocações e passaram a vagar em busca de trabalho. Por aí se observa como o país não consegue se estruturar para diminuir a demanda. O desemprego está em toda parte, notadamente na Bahia, atingindo os municípios interioranos e, de forma mais acentuada, Salvador, que é uma das maiores capitais com absoluta incapacidade de geração de trabalho. Essa é uma realidade que está presente numa capital de três milhões de habitantes, com 23% deles vagando em dificuldades, o que leva a cidade de Salvador à condição da pobreza absoluta como em poucas capitais do país. Não somente isso. O desespero pela falta de emprego transformou a antiga “Boa Terra” numa cidade marcada pela violência, presente em todos os segmentos, principalmente nos bairros periféricos e nas suas franjas que se espraiam à larga, enquanto não surge nenhuma possibilidade de colocação, nem as escolas estão preparadas para atender a quem as procura. A tendência vê-se, é a situação piorar, a não ser que o governo federal encontre uma saída, e rápido, para reiniciar um ciclo desenvolvimentista e a economia possa dar um salto para abrir novas frentes de trabalho. Mesmo assim, a Bahia e, principalmente, Salvador, tendem a ficar na rabeira.

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