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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Três dos quatro baianos do Conselho de Ética da Câmara votaram a favor de Cunha

Se dependesse dos deputados baianos que integram o Conselho de Ética da Câmara, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), estava livre da cassação por quebra de decoro. Dos quatro parlamentares do estado que votaram ontem na sessão em que foi aprovada a continuidade do processo de Cunha, três foram a favor do arquivamento: Erivelton Santana (PSC), Cacá Leão (PP) e João Carlos Bacelar (PR). Desses, Bacelar é o único que já havia manifestado claramente sua posição pró-Cunha. Nas últimas reuniões do colegiado, alinhou-se à frente da tropa de choque do peemedebista e chegou a citar a existência de um processo de caça às bruxas para justificar a posição favorável ao presidente da Câmara. Como é suplente, Bacelar só pôde participar da votação por causa de mais uma ausência do também baiano Sérgio Brito (PSD). Já Erivelton e Cacá – cujo pai, o vice-governador João Leão (PP), também é implicado na Operação Lava Jato – nunca falaram claramente sobre a tendência de seus votos. Do quarteto, só Paulo Azi (DEM) foi contrário a Cunha.

Bons olhos
Divulgada ontem, a mais recente pesquisa CNI/Ibope sobre o governo Dilma Rousseff trouxe certo alívio para o alto comando do PT. Mesmo com a reprovação em 70%, um ponto acima do que foi detectado no levantamento de setembro, a presidente conseguiu evitar nova queda nos índices de popularidade entre os eleitores nordestinos, mudando uma tendência captada por sondagens feitas desde o pós-Carnaval. Enquanto mais de 50% dos entrevistados do Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste acham péssima a gestão da petista, esse percentual é de 40% no Nordeste.

Sem descanso
Desde que a onda de impopularidade atingiu o governo Dilma, a missão dos líderes petistas era impedir que a sangria atingisse o maior reduto do partido. Como a avaliação negativa atingiu ponto máximo nas demais regiões do país, segundo indicam os últimos números dos institutos de pesquisa, havia temor de que a maré ruim ainda tivesse espaço para crescer no Nordeste, o que não se concretizou. Por outro lado, a chamada classe C, que ascendeu economicamente nos governos petistas, responde pela maior rejeição ao governo.

Paranoia em tempos de crise
Três hipóteses alimentaram as teorias conspiratórias sobre a crise política, no rastro da Operação Catilinárias, deflagrada ontem pela Polícia Federal contra a cúpula do PMDB. Uma dá como certa uma ação articulada pela Lava Jato para precipitar a ruptura dos peemedebistas com o governo, na tentativa de isolar o PT em meio ao processo de impeachment. A outra garante que os partidários do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva são os reais mentores da ofensiva, cujo objetivo seria acelerar o processo de destituição da presidente Dilma Rousseff, deixando que o vice Michel Temer assuma o cargo e o ônus da econômica em ruínas. O que abriria, segundo parte dos teóricos, o caminho para o retorno de Lula como o “salvador da pátria” em 2018. Por fim, há quem enxergue uma estratégia para que, retirado o apoio a Dilma no Congresso, sua destituição sirva como estopim para a revolução dos movimentos sociais. Ô gente criativa...

Sem descanso
Se abaixou ou não a bola do PMDB, certo que a nova operação não diminuiu em nada a sanha dos irmãos Vieira Lima, dupla que ocupa a linha de frente do movimento pró-impeachment no partido. Presidente da legenda na Bahia, o ex-ministro Geddel centrou fogo no prefeito do Rio, Eduardo Paes, um dos líderes da resistência governista na legenda. Pelo Twitter, disparou: “O Eduardo Paes é um nômade partidário. Já prestou serviços ao PFL, ao PSDB e agora vem querer ditar normas no PMDB? Aqui não violão”. O deputado Lúcio, por sua vez, lançou o movimento “Desapega, PMDB”.

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