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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

O laudo da Polícia Técnica Científica indicou que a menina Sophia, 4 anos, morreu esganada e não sofreu abuso sexual.

O pai da garota, Ricardo Najjar, 23, foi indiciado pela morte da criança e vai responder por homicídio doloso (quando há intenção de matar).

Najjar está preso temporariamente. A polícia pediu à Justiça que a prisão seja convertida para preventiva, quando não há prazo para liberação. Ele nega ter matado Sophia e diz que ao sair do banho encontrou a menina na sala de casa desacordada.

Ricardo e Sophia Najjar (Foto: Arquivo/ Reprodução/TV Globo)


Sophia foi encontrada morta em 2 de dezembro com um saco plástico na cabeça no apartamento do pai no Jabaquara, na Zona Sul de São Paulo.

"Ela teria sido morta por asfixia, esganadura. Há lesões no tímpano, o que indica que levou um tapa no ouvido e também lesões na boca, a sugerir que enquanto chorava ou gritava o pai teria tentado calá-la com as mãos", afirmou o secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, nesta quarta-feira (16). "O laudo todo indica essas agressões, a causa da morte e toda essa investigação levou ao pai como autor desse bárbaro crime", finalizou.

Violência sexual
Os exames feitos descartaram que a menina tenha sofrido estupro. A motivação do crime ainda é desconhecida pela polícia, que já entregou o inquérito para o Ministério Público, que vai analisar se fará denúncia contra o pai.

Najjar contou em depoimento que encontrou Sophia na sala com a cabeça dentro do saco. Disse ainda que retirou a sacola da cabeça da menina e fez massagem cardíaca para tentar animá-la, sem sucesso. Ele ligou três vezes, entre 19h54 e 20h, para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), para o pai e para a namorada. O áudio da ligação por socorro foi divulgado pelo Fantástico, da TV Globo.

Veja como foi a ligação de Ricardo ao Samu:

- Samu, emergência.
- Bom dia, boa noite.
- Boa noite.
- Eu acho que a minha filha morreu.
- Qual o nome do paciente?
- Sophia.
- Certo. Qual é o seu nome?
- Ricardo.
- Seu Ricardo, me diga exatamente o que aconteceu.
- Eu fui tomar um banho, ela ficou no quarto. A hora que eu voltei, ela estava no chão, com um saco na cabeça.

Dois dias depois do crime, no velório da filha, ele foi preso. Em depoimento, ele contou que a filha estava brincando quando ele entrou no banho. "Sophia brincou com os gatos, assistiu a desenhos e até retirou a calça, por estar quente". Como estavam sozinhos em casa, ele "decidiu tomar banho de porta aberta, como sempre costumava fazer".

Dez minutos depois, ao sair, encontrou Sophia caída, com saco plástico verde no rosto. Ele contou que "puxou o saco até expor a boca e o nariz. Só que, ao ver sangue e vômito, encobriu novamente o rosto da filha."

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