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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Descaso do governo municipal pode ocasionar epidemia de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

O clima entre os profissionais de saúde, que acompanham o combate ao mosquito Aedes aegypti em Ilhéus, é de extrema preocupação. 

Enquanto os governos federal e estadual ampliam o enfrentamento das doenças transmitidas pelo insetocausador da dengue, da febre chikungunya e do vírus zika, que quando infecta gestantes pode provocar microcefalia no feto, a prefeitura de Ilhéus brinca de combatê-lo.

Segundo dados levantados pelo Blog Agravo, em 2005, a região cacaueira sofria com uma epidemia de dengue. Na época, Ilhéus tinha 132 agentes de endemias, que junto aos agentes de saúde da Funasa, formavam uma equipe de 165 profissionais.

Hoje, o município de Ilhéus tem apenas 59 agentes, para atender mais de 100 mil imóveis.

Comparando os “esforços” das prefeituras de Ilhéus e Itabuna no combate ao mosquito, é gritante a diferença na mobilização para contratação de agendes de saúde. Itabuna acabou de aumentar seu efetivo para 200 agentes

Segundo informações de uma fonte da secretária de Saúde de Ilhéus, além da falta da mão de obra, os poucos agentes que trabalham, estão sem o larvicida usado para combater criadouros instalados em água limpa, como poços e baldes.

Em Ilhéus, foram feitas 2.645 notificações de casos suspeitos de dengue até o dia 21 de março de 2015, representando um aumento de 3.725% em relação ao mesmo período de 2014. No mesmo período, em Itabuna foram realizadas 1.594 notificações, com 79 casos confirmados pelo Laboratório Central, significando um aumento de 260% em relação ao mesmo período de 2014.

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