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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Após morte de filha alérgica, pais fazem campanha contra Wi-Fi em escolas



A adolescente Jenny Fry, 15 anos, se matou enforcada na Inglaterra depois de sofrer por anos com uma alergia à rede Wi-Fi. Segundo o Daily Mirror, o corpo da jovem foi achado pendurado em uma árvore em junho deste ano. O caso está sob investigação da polícia.

Debra Fry, mãe da jovem, contou ao jornal que a filha sofria com dores de cabeça constantes, cansaço e problemas na bexiga por conta da alergia. Os sintomas começaram em 2012 e a família acredite se tratar da doença conhecida como hipersensibilidade eletromagnética (EHS).

"Jenny estava ficando doente e eu também. Eu fiz algumas pesquisas e descobri o quanto o Wi-Fi pode ser perigoso, então eu parei de utilizá-lo na minha casa", declarou Debra ao Daily Mail.

Depois de descobrir a alergia, a estudante passou a ter dificuldades na escola. Embora continuasse indo às aulas, como o local tinha Wi-Fi ela se sentia mal constantemente. A jovem começou a sair muito da sala de aula, evitando o sinal mais forte de Wi-Fi, e começou a receber advertências e punições.

A mãe acredita que a filha se suicidou por estar frustrada com a escola. "Ela não queria ir ao médico, mas estava recebendo ajuda de um conselheiro na escola. Eu creio que foi um grito de socorro", afirma.

Depois da morte de Jenny, os pais da jovem estão fazendo campanha para retirar a rede Wi-Fi de creches e escolas. Eles também querem que o governo preste mais atenção à EHS. "Eu não sou contra um pouco de tecnologia, mas eu sinto as escolas devem estar cientes de que algumas crianças vão ser sensíveis a ela e, por isso, devem reduzir seu uso", finaliza Debra.

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