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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Advogado acusado de matar engenheiro em acidente de carro há três anos ainda não foi julgado


Quase três anos depois da morte do engenheiro mecânico Alex Moura Martins, 29 anos, em um acidente de trânsito, o advogado e servidor público do IBGE Joeraldo dos Santos Fraga Filho, 30, acusado de provocar a colisão, ainda não foi julgado. A primeira audiência do caso aconteceu nesta quarta-feira (11), no Fórum Criminal em Sussuarana.

De acordo com o advogado Key Fernandes Filho, que representa a família da vítima, a próxima audiência está marcada para o dia 25 de maio de 2016. Ele criticou a demora no andamento do processo. 

"O crime aconteceu em novembro de 2012. O processo ficou com a polícia por mais de um ano e meio. Não entendi o por quê dessa morosidade. O Ministério Público só pode oferecer a denúncia em julho de 2014 e só hoje foi realizada a primeira audiência do caso. Isso não é normal", afirmou.

Crime
Na noite do dia 29 de novembro de 2012, Alex voltava da academia dirigindo um veículo Polo quando foi surpreendido pela caminhonete dirigida por Joeraldo, que invadiu a contramão. O impacto destruiu a lateral e a frente do carro. Alex foi retirado com vida das ferragens e atendido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu antes de chegar ao hospital. O corpo dele foi sepultado no cemitério do Campo Santo, no dia seguinte.

Na caminhonete que invadiu a contramão estavam Joeraldo e um amigo dele que precisaram da ajuda da Polícia Militar para não serem linchados. Populares acusaram o servidor público de estar dirigindo em alta velocidade e de provocar um acidente. Outro carro também foi atingido pela caminhonete, mas o casal que estava no veículo teve ferimentos leves. O acidente aconteceu no viaduto dos Reis Católicos, no Vale do Canela. 


O veículo Polo do engenheiro ficou completamente destruído com o impacto

(Foto: Reprodução da TV Bahia)

Na época, Joeraldo contou para a delegada que perdeu o controle da caminhonete após ter sido fechado por outro veículo. Um frasco com o vidro quebrado, semelhante a de um lança perfume, foi encontrado dentro do carro que ele dirigia; no entanto, o advogado negou que bebeu ou usou outro tipo de droga antes do acidente.

Joeraldo foi autuado em flagrante por homicídio culposo (sem intenção de matar) e liberado após pagar uma fiança de R$ 6.622. Desde então, o servidor público responde ao processo em liberadde.
Primeira audiênciaSegundo o advogado da família de Alex, nesta quarta-feira foram ouvidas algumas das testemunhas de acusação: o casal que teve o carro atingido pela caminhonete, um policial militar que foi um dos primeiros a chegar ao local do acidente e o pai de Alex. Joeraldo esteve na audiência, mas não prestou depoimento.
Na próxima audiência, em maio, outras três testemunhas de acusação e as testemunhas de defesa serão ouvidas. No entanto, para o advogado que representa a família da vítima, o julgamento está longe de terminar. "Hoje foram quatro horas de audiência. Na próxima, além das testemunhas de acusação restantes ainda serão ouvidas outras oito de defesa, mais o acusado e o amigo dele. Acredito que será necesária, ao menos, mais uma audiência para concluir esse caso", afirmou Fernandes Filho.

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